Escritora Cláudia de Villar

AOS PAIS E PROFESSORES



AOS PAIS E PROFESSORES


"Educar para libertar"
"Educar para iluminar"




Somente com a educação haverá libertação

"Haverá o dia em que todos poderão ser livres.
Haverá o dia em que todos apoiarão a leitura.
Este dia será marcado por felicidade e liberdade.
Para que este dia chegue basta que você, pai e professor, seja também um leitor e propagador dos benefícios da leitura.
Acredite:
Ler é o caminho
Conhecer é o meio
Liberdade é o Fim."

                      Cláudia de Villar



HOMO LITERATUS





Minhas obras



As obras escritas por mim visam basicamente à leitura, o contato com as letras. Embora tenham figuras (poucas), as letras, o conteúdo textual é a prioridade.  O intuito é a aquisição e o aprimoramento do saber literário por parte dos leitores. Quero deixar claro que com este comentário não estou desprezando os livros-brinquedos, aqueles com um apelo visual mais forte ou que tenham em seu "corpo" dobraduras e afins. O que desejo com as minhas obras é dar maior ênfase ao ato de ler em si. Deixar a criança/leitor imaginar as personagens, as cenas, as cores, enfim. A leitura, para ser libertadora, ao meu ver, deve ser o caminho para a imaginação, não um ator coadjuvante na obra. Penso que os recursos ilustrativos e outros artifícios editoriais quando assumem o papel principal dentro do livro eles acabam por "tolher" a imaginação, trazendo, muitas vezes, já "pronto" para o leitor aquilo que ele poderia idealizar.
Quero trazer  de volta para a atualidade o gosto por ler em si, que em muitos casos foi se perdendo pelo caminho da modernidade afinal, embora ler seja, muitas vezes uma alegria,  (às vezes a leitura também traz desafios e, sendo assim, torna-se um pouco pesada e/ou aborrecida para alguns leitores) o ato de ler não pode deixar de desempenhar o seu papel original: aquisição de conhecimento e prazer.
 Penso que a modernidade trouxe várias vantagens para o mercado editorial, mas há que se tomar cuidado com o exagero visual e apelativo, pois livro é livro e brinquedo é brinquedo.
Os recursos da linguagem, do fantástico, do sonho são e devem ser, ao meu entendimento literário, os meios primordiais para o uso em minhas criações. Além destes meios por mim utilizados, faço questão de tratar em minhas obras sobre temas reais e necessários com os leitores. Temas e assuntos pertinentes ao debate em sala de aula e em casa. Por este motivo é que eu dou prioridade às letras e não às figuras/desenhos. Sou da opinião que é mais enriquecedor o leitor fazer, após a leitura, o seu desenho, a sua interpretação gráfica sobre o que leu e não receber já pronto do escritor e/ou ilustrador.
Por fim, espero que o encontro com os meus livros seja um momento de crescimento, de prazer, de debate, de pensar, de alegria e crescimento como indivíduo.
                                                                           Boa leitura a todos!
                                                                     Cláudia de Villar

                              



A IMPORTÂNCIA DA LEITURA



Ler, ao meu ver, ainda é o melhor e mais divertido caminho para a inclusão social. Afinal, incluir é colocar o cidadão interagindo com tudo ao seu redor, por isto não vejo outra forma de haver inclusão sem a leitura. Pois, quem não lê não conhece, não aprende, não sonha, não idealiza e não se reconhece como cidadão crítico e participante de uma sociedade letrada, tornando-se excluído, marginalizado.
 A leitura acrescenta, muni as pessoas de uma série de possibilidades de participação no meio em que vive.
Ler é a forma do cidadão conhecer outras verdades, outras possibilidades. Ao lermos, entramos em contato com novas formas de ser. Podemos ser príncipes, rainhas, fantasmas, fadas, enfim, a leitura proporciona ao leitor uma nova "forma" de existir. Além disto, ao ler, o leitor acrescenta em sua bagagem cultural, aprendizagens que colaboram em suas ações diárias, fazendo-o pensar e repensar novas práticas de vida.
Quando falo aqui em leitura, quero reforçar que estou falando de todo tipo de leitura, uma vez que até nos livros ditos "ruins/fracos" há aprendizagem, nem que seja para chegarmos à conclusão de que não gostamos "deste tipo de leitura".
Por fim, deixo aqui a minha dica para a sua vida: leia! Compre livros e, se você já é leitor, presenteie, seja no Natal, no aniversário, em qualquer data comemorativa, um amigo, um aluno, um vizinho e uma criança com livros, porque assim você estará ajudando, colaborando para um Brasil mais preparado politicamente e socialmente feliz e livre.
Sejamos semeadores da liberdade!
                                                                              Cláudia de Villar
                                                                           

                    
SALA DE AULA NÃO É BRINQUEDO



Às vezes, eu  fico pensando o que passa na cabeça das pessoas (pais, professores e alunos) ao concluírem que a sala é um local de diversão! Sala de aula é sala de aula e ponto final.
De uns tempos para cá há uma marcha louca, com bandeiras na mão, numa luta contra o "tradicional". Uma aversão ao passado, mas de forma tão radical que chega a dar medo! Dar as costas ao passado é a mesma coisa que rasgar velhos e bons costumes.
Sou do tempo em que a professora lecionava, dava aula, fazia a chamada e ensinava. Hoje, salvo a algumas (graças a Deus) exceções, há professores que fazem malabarismos para chamarem a atenção de seus alunos.
Acordem!
Óbvio que não podemos usar de repressões físicas e verbais do passado, que ridicularizam e humilham os nossos educandos, mas lugar de malabarismo é no circo!
Voltemos a ser professores!
Não há dúvida que com a globalização, a internet, os celulares, etc. a nossa disputa está prejudicada, mas pensem: não deve ser uma disputa de quem chama mais a atenção do aluno, o que existe é a sala de aula, a escola!
Estamos, nós professores, numa escola, num local mágico e de aprendizagem. Como sermos melhores que a internet?
 Simples, vamos ser professores!
Sabe aquela magia de ter alguém em nossa frente que nos hipnotiza, que nos envolve com os seus saberes?
Esta pessoa é o professor.
A internet deve ser a nossa aliada e não a nossa rival. 
Vamos sim fazer uso de novidades, de pesquisas na internet, de pesquisas em bibliotecas (muitas vezes já esquecidas) e em livros!
Deixemos de lado um pouco as máquinas e voltemos a ser humanos... Pessoas que trocam informações, pessoas e não computadores.
Está se perdendo na poeira o prazer de aprender com o próximo em troca por aprendizagens eletrônicas.
Voltemos às aulas de música, de artes, de canto, de conteúdos, de disciplina, de respeito, de vida.
O nosso melhor e maior bem é a vida.
O nosso legado para a sociedade são as vidas munidas de saberes humano.
Portanto, chega de aula-circo! Voltemos às "aulas-aulas"!
Sala de aula nunca foi igual a baile. Vamos entrar num acordo:
a sala de aula pode e deve ser um lugar harmonioso, feliz e rico em aprendizagens. Trazer para dentro da sala de aula algumas novidades, materiais enriquecedores da prática pedagógica é uma coisa, mas fazer do local de ensino uma festa louca é outra coisa, além de perigoso hoje em dia, pois há alunos que a sua vida fora da escola já é uma farra constante, vindo para a escola sem nenhuma noção de comportamento, de respeito e de postura para o "aprender".
Valores também se ensinam nas escolas.
O educando deve perceber a diferença entre escola e rua.
O respeito às escolas está "saindo de moda" muitas vezes por "culpa" do professor que resolveu ser legal com a turma, ser amigo, ser parceiro, etc. e não ser o professor.
Por fim, deixo aqui o meu protesto contra as escolas-circo e os meus parabéns aos professores e pais que ainda acreditam num futuro melhor para as suas crianças e jovens através de uma educação pautada na aprendizagem sem medo em estar ligada ao valores do passado, que são fontes de riqueza neste presente e que serão a salvação do futuro.
                                                                        Cláudia de Villar



LEITURA OBRIGATÓRIA, SIM




A leitura obrigatória nas salas de aulas, hoje muitas vezes tão desprezada e ignorada, nada tem a ver com punição ou prática abusiva do docente, pelo contrário, a leitura obrigatória deveria ser um dever de aplicação de todas as escolas. Considero a leitura uma oportunidade de aprendizagem, porém, embora seja a favor da leitura livre, ou seja, de livre escolha de livros feita pelos alunos, aquela leitura que vai ao encontro absoluto do prazer imediato, também sou a favor da leitura obrigatória, da leitura de clássicos, de livros que tenham um fim pedagógico e agregador de valores e conhecimento de mundo e este fim só pode ser obtido através da leitura obrigatória.
Saliento aqui que entendo por leitura obrigatória aqueles livros indicados pelos professores após prévia leitura e análise feita pelos docentes e que vão ao encontro de uma meta, uma intenção real de aquisição de saberes e é exatamente aí que a leitura obrigatória se encaixa, com o propósito de sanar dúvidas ou debater sobre um assunto importante. 
Após a escolha de um tema, o professor deve ler e analisar diversos livros para poder indicar vários títulos que estejam aptos para responder os questionamentos que surgirem. Por isto, a leitura deve ser "obrigatória" ou indicativa em alguns momentos na sala de aula, pois somente o educador com a sua leitura e análise antecipada trará as melhores obras a serem indicadas para os seus alunos.
Quero também chamar a atenção aqui sobre a importância da leitura de clássicos. Porém, esta prática pedagógica está se perdendo na "poeira" do dia-a-dia, do imediatismo, da facilidade em "deixa ler o que quiser", do ilusionismo que alguns "livros-brinquedos" oferecem, pois é mais fácil para o professor, não exige uma leitura prévia e nem cobrança posterior, mas que condena o aluno a ler sempre os mesmos livros rápidos, fáceis e, muitas vezes, banais.
A leitura de vários tipos de gêneros literários possibilita ao educando uma melhor compreensão de mundo e um acréscimo literário de extrema importância em sua bagagem cultural. Além disso, a adoção de um título por uma turma permite o debate, a troca de opiniões e o exercício prático da cidadania, o que não é possível com a "leitura livre", uma vez que, com esta prática, cada um dos alunos escolhe títulos diferentes, impossibilitando o debate sobre um tema único.
Por fim, quero salientar a importância da leitura em todas as esferas e seus gêneros e aplaudir as escolas e professores que ainda adotam esta prática pedagógica, pois tornam-se seres propagadores do conhecimento e formadores de cidadãos críticos, fazendo jus ao título de professor, educador, preparador de pessoas para um futuro livre de opressões.
Última dica: a leitura é qualificadora de vida, portanto, seja um educador qualificador do futuro.
                                    Cláudia de Villar

TEMA DE CASA 

réu ou juiz?

    A tarefa de casa proposta pelas escolas passou por diversas transformações e por várias opiniões de pedagogos, pensadores, filósofos e professores. Qual a conclusão? Difícil ter em mãos uma única resposta frente a esta problemática atual.
Não devemos esquecer que a tarefa de casa não é uma atividade isolada no mundo escolar, além das implicações pedagógicas ao qual ela está inserida há que se lembrar das personagens que estão envolvidas neste contexto educacional: pais, alunos, direção e professores. Ao defender a sua opinião, cada segmento envolvido nesta "luta" torna a  lição de casa muitas vezes uma fonte de discussão entre as famílias, escolas e alunos.
Devemos pensar e refletir sobre vários pontos antes de defender ou acusar tal procedimento escolar.
Há quem julgue a tarefa de casa como cansativa, banal, sem função pedagógica e há os defensores desta prática escolar que qualifica esta ação como enriquecedora e supridora de possíveis falhas nos exercícios escolares.
Porém, peço que tenham um olhar especial para as seguintes afirmativas ouvidas entre os envolvidos neste assunto: enquanto alguns defendem o tema de casa como um reforço escolar, momento em que o aluno tenta fazer as tarefas já apresentadas em sala de aula, mas agora individualmente ou com o acompanhamento dos pais (veja que aqui quero deixar bem claro que escrevi acompanhamento dos pais, pois não vale os pais fazerem pelos seus filhos, isto é inadmissível e nada instrutivo), fazendo com que este momento seja para ele enriquecedor, e/ou diagnosticador de suas falhas, outros dizem não ver nenhuma vantagem nos temas, pois estes se mostram cansativos, repetitivos e vistos pelos educandos como repeteco, ocupando apenas uma parte de seu tempo.
Afinal, onde está a resposta?
Vê-se a opinião muito dividida entre os pais dos alunos, de um lado há uma massa familiar que julga necessário e importante para o aprendizado do aluno e o outro lado vê a tarefa de casa como enfadonha, pouco lucrativa e nada enriquecedora.
Entretanto, seja lá como pensemos acerca da lição de casa, há que se reforçar a noção de tema de casa. Tema de casa é ou são tarefas para reforçar as atividades escolares que deverão ser preparadas com um propósito escolar e que deverão ser corrigidas. Uma vez que esta tarefa seja mal preparada ou não corrigida, de nada adiantará. Outro ponto sobre este assunto é o retorno destas tarefas, pois na sociedade que temos hoje em dia, muitas vezes os pais não cobram dos seus filhos a realização destas tarefas ou ficam irritados, pois como não estão preparados para auxiliar seus filhos, irritam-se quando estes reclamam por não conseguir realizar a tarefa, portanto, é bem melhor quando o seu filho não leva lição para casa, desobrigando-o em participar deste momento educacional de seu filho e desqualificando, desta forma, esta prática pedagógica.
Por fim, o tema de casa é o vilão ou o herói escolar?
Depende do ponto de vista de cada um, mas uma coisa nós devemos deixar claro: a tarefa de casa deve ser preparada com um propósito, corrigida e avaliada ao seu final, senão, o tema de casa passará a ser mais uma prática pra "encher linguiça" tanto para o professor quanto para o aluno.
                                                                         Cláudia de Villar
                                               
                      
EDUCAR É PARA OS CORAJOSOS

  
A arte de educar exige coragem. 
Coragem para quem educa e para quem é educado. 
Afinal, deve-se ter coragem para direcionar a criança, jovem e filho para o caminho do bem. 
Deve-se ter coragem para dizer NÃO! Deve-se ter muita coragem para não se deixar sucumbir às diversas tentações tecnológicas, aos inúmeros apelos modernos e passar os valores para as crianças. Deve-se ter coragem  para estabelecer limites, dar responsabilidades. 
Esta é a palavra-chave: responsabilidade.
Quantos pais não são mais responsáveis pelos seus filhos, delegando aos professores, aos coleguinhas, à televisão e, pior de tudo, às ruas a RESPONSABILIDADE  de educar?
Há que existir coragem também para ser educado.
 Dizer não às tentações das ruas, da televisão e, principalmente, dizer não aos falsos amigos e isto exige um tanto de coragem.
Infelizmente, há falta de coragem também nas escolas. 
Não de educar, pois educação deve vir de casa, juntamente com o material escolar, mas de ensinar.
Existe muita falta de coragem entre alguns professores de ensinar. Digo aqui o verdadeiramente ensinar (preparar-se para ensinar dá trabalho, também). Chegar à sala de aula, dar um jogo para matar a aula, dar livros sem cobrar a leitura, dar exercícios para passar o tempo, levar para assistir dvd somente para distração, levar para informática para fazer hora não é ensinar... Isto tem outro nome.
Porém, ensinar, realmente ensinar, dá trabalho. Preparar aula, corrigir, ler livros para poder orientar os alunos na leitura e na escolha de títulos dá trabalho. Além disso, ensinar, assim como educar exige muita força, pois ambas as tarefas encontrarão muitos obstáculos, muitos opositores, muita incomodação e muitos inimigos.
Bem, deixar-se educar também ocasionará em conseguir inimigos.
Enfim... Educar, ensinar, educar-se dá trabalho, mas compensa.
O retorno é ser agente transformador de uma história. É formar cidadãos críticos numa sociedade manipuladora de opiniões.
Deixar-se educar é aproveitar a oportunidade de se transformar numa pessoa íntegra, humana e responsável.
                                                                        Cláudia de Villar



FAMÍLIA PRESENTE:
A BASE PARA UM FUTURO COMPETENTE
                                                                        

 
A força da família na educação e formação do indivíduo é extremamente importante. Quando falo aqui em família não me refiro apenas às famílias compostas por pai, mãe e irmãos, falo também aquelas formadas por madrastas, padrastos e os irmãos agregados, pois o que importa mesmo é a união, o respeito e o amor que envolve aquele nicho familiar.  Afinal, o que deve existir é o FAROL, alguém a seguir, uma pessoa em que a criança possa se espelhar no seu exemplo, que seja um modelo firme e competente. Uma família unida, marcada pelos valores, com regras, respeito mútuo e amor gera filhos mais calmos, seguros, confiantes, educados, carinhosos e prontos para enfrentar a vida. Vida esta que é feita de obstáculos e o primeiro a surgir é a escola, uma sociedade em menor tamanho, mas que é formada por regras e valores.
Quando há uma falha na base, na família, não há como negar que surgirão problemas na sociedade/escola.
 A família é o alicerce de tudo, e dificilmente, a escola conseguirá dar conta desta ausência. 
A ausência familiar é uma bomba
 a explodir no futuro da criança.
Quem trabalha em escola percebe em seus alunos o “estrago” que esta ausência faz. São crianças rebeldes, carentes de afeto, de limites, criadas, muitas vezes, com todos os "SIM" do mundo (pais na ânsia de suprir a falta de sua presença acabam por substituir o NÃO pelo SIM, sempre).
 SIM, SIM, SIM é uma BOMBA-RELÓGIO pronta para explodir no NÃO, NÃO, NÃO à vida competente.
Uma criança que cresce num lar carente de afeto, de limites, de regras, de valores e de amor
 torna-se uma criança carente de futuro.
 Vê-se nos filhos o reflexo dos pais descompromissados com a educação e com o dever de criar bons futuros.
Quando o alicerce é fraco a casa cai, desaba e é assim que acontece nas escolas, quando os pais pecam em suas obrigações, querendo passar para as escolas os seus deveres, a criança não vai mal apenas na escola, mas vai mal na vida, como um cidadão que não reconhece os verdadeiros conceitos sobre o respeito, a solidariedade, a boa educação, e o pior, falta-lhe amor próprio, pois cresceu num lar desestruturado e pobre de valores morais, éticos e de amor. Lembro aqui que a criança é aluno por um determinado período, mas é filho pela vida inteira.
Por fim, quero enfatizar a importância da família como formadora de cidadãos agentes de um futuro competente. Portanto, não só de escola se faz um cidadão, a família é o coração de toda base, ela  é extremamente  necessária para que se tenha crianças dignas e competentes.
                                                                Cláudia de Villar
                                                   


EXIJO MAIS RESPEITO:
 SOU UMA PROFISSIONAL

A escola perde o seu espaço pedagógico quando dá espaço para os “pitacos” de pais, famílias e outros que, não sei quando e nem sei o porquê, decidiram opinar e criticar, sempre de forma depreciativa, a prática escolar. Esquecem estes “opinadores” que os professores e os diretores são profissionais capacitados, graduados, pós-graduados, ou seja, pessoas que têm a formação certa, adequada e necessária para suprir as necessidades escolares de seus filhos.
Hoje em dia, vemos muitos pais que vão às escolas impulsionados por uma mídia que conclama as famílias a se apresentarem na escola, para estarem presentes na educação formal de seus filhos, mas quais pais sabem o que realmente significa, estar presente na escola?
Sim, queremos os pais nas escolas!
Nunca dissemos o contrário!
A escola também clama pela participação dos pais!
 Queremos que eles estejam presentes na formação de seus filhos, sim.
Mas o que isto significa?
Significa que seus filhos já devem vir de casa com uma base moral e ética.
 Deixem a “parte” pedagógica com a escola, 
pois esta é a sua função.
Infelizmente, vemos pais afoitos, na ânsia de suprir algumas falhas pessoais, agredindo professores e escolas, denegrindo a imagem da escola frente a seus filhos, desvalorizando as práticas escolares e indagando, sem nenhuma base pedagógica as ações dos professores nas salas de aula.
E o professor? E o diretor? E a escola?
Tanto a escola quanto o profissional da educação não deve permitir que isto aconteça! Senão, corre-se o risco de perder 
a missão da educação.
Não podemos permitir que a escola perca a sua função pedagógica para passar a ser apenas um espaço de convivência.
Todo o profissional da educação sabe os seus deveres e sua responsabilidade quanto educador, porém está surgindo uma massa familiar que vai à escola, armada e revoltada, e pior, despreparada cognitivamente para fazer uma abordagem reflexiva acerca do que realmente é importante.
Lembro que criticar sem uma base que justifique e ampare as suas abordagens não tem fundamento e nem acrescenta nada, ou seja, é perda de tempo, e muitas vezes, apenas reforça o lado negativo da presença familiar.
Sim, a escola quer que pais vão à escola para acrescentar, debater, ajudar no crescimento de seu filho e da escola como um todo e não para reclamar de professores que estão tentando, apesar de tudo, a mostrar o caminho correto que temos nós que seguir.
Se você pai vai à escola para reclamar do professor, traga uma sugestão de mudança!
Reclamar por reclamar só atrapalha e serve como mau exemplo para o seu filho.
Reclame sim, mas traga suas sugestões: traga nome de livros que possam auxiliar o professor de seu filho, traga uma sugestão de formação para a escola, ou uma atividade pedagógica que possa ajudar na sala de aula, traga uma ajuda física para consertar a cerca que quebrou por ter tido uma briga de alunos no pátio, ou seja, reclame sim, mas ao reclamar, que sua reclamação sirva de bom exemplo para o seu filho, trazendo uma sugestão para a solução de seu problema. Não adianta trazer mais lenha quando o fogo ainda está baixo, pois isto poderá fortalecer o fogo, fazendo-o crescer mais ainda, faça melhor, traga um balde d’água para ajudar a apagá-lo e a escola poderá chamar o bombeiro.
Por fim, o que os professores querem é mais respeito à sua categoria. Maus profissionais na educação podem até existir, afinal, isto há em qualquer profissão, assim como existem maus pais, mas valorize os bons professores, as boas escolas, mostrando a seus filhos o valor da educação e do professor.
Portanto, respeite o professor, pois ele está aí para ajudar o seu filho a ser uma pessoa justa, honesta e feliz.
                                                         Cláudia de Villar
                                                        @escritoravillar





TECNOLOGIAS X PROFESSOR

                       por Cláudia de Villar

 

Fico preocupada com os “modernismos” que surgem.
Eles vêm de repente e quando você menos espera, parece que uma multidão de pessoas pensa e age da mesma forma.  Vejam o que acontece com o tema “tecnologias da informação”. De repente, parece que o BUM do milênio ou da década é ter um IPad em sala de aula. E esta ferramenta, está vinda com o poder de uma varinha mágica que irá transformar toda a didática já existente em velha guarda (de guardada bem no fundo de uma gaveta e lá esquecida). Assim como, toda a pedagogia apreendida nos bancos universitários recebe um ultimato de retrógrado e de não mais útil na vida moderna. Dando lugar para os IPad’s. 
Cuidado, professores e pais! Não é bem assim!
Afinal de contas, se as coisas apreendidas outrora não são mais bem-vindas, o que fazer com as técnicas e os ensinamentos guardados na memória e aplicados até hoje?
Afinal, se as novas tecnologias são tão autônomas e maravilhosas, capazes de abrir as mentes do educando mais “fechado” em si mesmo, o que será dos professores?
 Também irão para o fundo das gavetas?
As novas tecnologias ensinarão os alunos de séries iniciais a ler e a escrever? A ler e opinar?
 A ler e a pensar? A ser um cidadão crítico e vivo?!
Acordem!
Cuidado!
Tenhamos muita calma num momento decisivo em que a mídia e alguns “estudiosos” e entendidos da educação moderna levantam a bandeira de que as novas tecnologias são a revolução e a solução para uma melhor aprendizagem como se os IPad’s fossem portadores únicos e exclusivos da fórmula do aprender.
Atenção!
Sem o professor nada acontecerá!
Sem a figura humana nada mudará!
Sem a família presente nada fluirá!
Portanto, de nada adianta IPad’s e/ou salas de informática se não temos em sala de aula professores capacitados para auxiliarem os alunos no manejo dos aparelhos modernos.
De nada adianta a informática se as escolas estão ainda sem bibliotecários, psicólogos, orientadoras e supervisores. De nada adianta todas as ferramentas modernas se a família não está presente. E isto sem falar na área física! Algumas escolas ainda não têm quadras de jogos, banheiros específicos (fem. e masc.), não têm acessibilidade para deficientes físicos, etc.
Sejamos realistas! Precisamos sim de IPad’s e salas de informática, mas somente depois que as deficiências nas escolas estiverem supridas. Senão, teremos alunos com IPad na mão e sem merenda. Ou sem salas adequadas para estudarem!
Creio que devêssemos ter um olhar mais “demorado” e reflexivo acerca deste assunto.
Tecnologia sim! Mas com pessoas também!
Vejamos as prioridades!
Nossos alunos estão preparados para utilizar, com adequação, toda esta tecnologia ou ficarão nas salas de bate-papo enquanto o professor continua tentando fazer a chamada?
Pensem, reflitam e ajam!!!